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Ervas na feitiçaria: usadas para ataque, maldição e ruína



Quando a gente fala de ervas na feitiçaria, costuma vir sempre o mesmo discurso higienizado: proteção, limpeza, equilíbrio, cura. Isso existe, claro, mas não é o todo.


A verdade é que a natureza não é cruel nem bondosa, mas sim totalmente indiferente ao sofrimento. Ela cria o veneno com a mesma naturalidade e eficiência que cria o antídoto.


Desde que feitiçaria é feitiçaria, plantas também foram usadas para enfraquecer, afastar, punir, adoecer, desestruturar e encerrar situações.


A seguir, algumas ervas utilizadas em feitiços de ataque, desgaste, expulsão e encerramento, organizadas pela função que exercem no alvo.


1. PRA CONFUNDIR (Ataque Mental e Psíquico)


Datura (Trombeteira / Saia-Branca)

Tem no Brasil: Sim, extremamente comum.

Ação: É uma das mais pesadas. A função é desestruturação mental. Na magia, é usada para enlouquecer o alvo, causar confusão, pesadelos e quebrar a psique. Ela não mata o corpo de imediato (se não ingerida), mas “zumbifica” a mente. Tira o discernimento e faz a pessoa perder o eixo de realidade.


Meimendro (Hyoscyamus niger)

• Tem no Brasil: Não, planta europeia.

Ação: Parente da Datura. Historicamente usada para gerar descontrole, delírio e agressividade. Em feitiços, serve para provocar surtos e fazer a pessoa agir contra si mesma. É uma planta “suja”, imprevisível, que quebra o freio moral e racional do alvo.


Mandrágora

• Tem no Brasil: Não (apenas cultivada por colecionadores).

Ação: A “bateria nuclear” da feitiçaria antiga. A raiz tem formato humano e a energia é de domínio total e insanidade. Usada para “dar vida” a bonecos de ataque ou para enlouquecer uma vítima através de obsessão. Onde ela entra, a vontade do alvo é quebrada.


2. PRA SILENCIAR (Paralisia e Anulação)


Comigo-Ninguém-Pode (Dieffenbachia)

Tem no Brasil: Sim, muito comum.

Ação: A seiva fecha a glote e causa asfixia. Na magia, a assinatura é silenciamento agressivo. Usada para calar inimigos, travar fofocas, impedir depoimentos judiciais e sufocar qualquer capacidade de reação verbal. É anulação pura.


Beladona (Atropa belladonna)

Tem no Brasil: Não é nativa (cultivo específico).

Ação: Erva de domínio e encerramento. Sedativa e alucinógena, serve para “adormecer” a vigilância. Em feitiços, é usada para paralisar o inimigo, deixando-o inerte e passivo enquanto o ataque acontece. É controle frio, não explosão.


Cicuta (Conium maculatum)

Tem no Brasil: Não é comum.

Ação: O veneno de Sócrates. Provoca paralisia progressiva. Na feitiçaria, é o silenciamento total e definitivo. Usada quando o objetivo é calar para sempre (metaforicamente ou não), impedir qualquer reação e cortar a capacidade de resposta na raiz.


3. PRA DESGASTAR (Tortura, Dreno e Sofrimento)


Urtiga

• Tem no Brasil: Sim.

Ação: Queima e empola só de encostar. É a erva da tortura física e irritação constante. Usada para “surrar” bonecos e fotos, transferindo essa sensação de corpo queimando, insônia e falta de paz para o alvo.


Cipó-Chumbo

Tem no Brasil: Sim.

Ação: Planta parasita que seca a hospedeira. Na magia, é ruína financeira e vampirismo vital. Usada para drenar a sorte, o dinheiro e a saúde de alguém até não sobrar nada. Ela se alimenta da queda do outro.


Garra do Diabo (Martynia / Ibicella)

Tem no Brasil: Sim (a Martynia annua é comum no mato).

Ação: A vagem seca parece uma aranha com ganchos afiados. Serve para prender, rasgar e causar dor. Na magia de ataque, é usada para “enganchar” o alvo numa situação de sofrimento da qual ele não consegue se soltar. É tortura por aprisionamento.


Losna (Absinto)

Tem no Brasil: Sim.

Ação: A erva da amargura. Estraga o gosto da vida. Usada para azedar relacionamentos, fazer vitórias perderem a graça e induzir depressão e isolamento. Não mata, mas deixa a vida cinza e insuportável.


Mamona (Rícino)

Tem no Brasil: Sim, praga urbana.

Ação: A casca é uma maça de guerra (espinhos), a semente é veneno (ricina). Perfura defesas e envenena os caminhos. Torna a vida da pessoa tóxica, pesada e doente. É planta de guerra suja e desgaste prolongado.


Coroa-de-Cristo

• Tem no Brasil: Sim.

Ação: Espinhos longos e seiva tóxica. Usada para impor sofrimento contínuo, barreiras dolorosas e punição. É planta de castigo: cada movimento que o alvo faz, ele se fere mais.


4. PRA EXPULSAR(Discórdia, Nojo e Banimento)


Pimenta (Malagueta, Habanero)

• Tem no Brasil: Sim.

Ação: Inflama, arde e irrita. Base de pós de sumiço (Hot Foot). Cria brigas, ambiente insuportável e inquietação. O alvo não consegue ficar parado no lugar (casa ou emprego) e acaba saindo por não aguentar a pressão.


Assa-Fétida

Tem no Brasil: (resina importada).

Ação: Cheiro de podre e enxofre. Ataque por repulsa. Joga “sujeira astral” na vida da pessoa, causa nojo social, faz com que todos se afastem dela. Quebra defesas pelo excesso de miasma.


Aroeira Brava

Tem no Brasil: Sim.

Ação: Planta “quente” e alergênica. Esquenta a cabeça das pessoas, causa brigas violentas e inflama o ambiente. Força saídas traumáticas e rompimentos feios.


Heléboro

• Tem no Brasil: Não é nativo.

Ação: Purgante violento. A lógica é: ou sai ou morre. Usada para expulsão forçada de situações ou pessoas. Não é um afastamento gentil, é um chute para fora.


5. PRA ENCERRAR (Morte, Corte e Estagnação)


Cipreste

Tem no Brasil: Sim, planta de cemitério.

Ação: Traz a energia da morte e do luto. Usado para esfriar situações até pararem totalmente, secar projetos e trazer melancolia profunda. É a energia da cova aplicada na vida: nada cresce, tudo para.


Acônito

Tem no Brasil: Não.

Ação: Veneno de ponta de flecha. Interrupção brutal. Mata a situação na raiz. É um corte seco, frio e sem retorno. Usado para finais imediatos onde não se quer negociação.


Teixo

Tem no Brasil: Não.

Ação: Árvore da morte europeia. Representa luto permanente e ciclos que se fecham para nunca mais abrir. Traz estagnação total e silêncio.


Sabugueiro

Tem no Brasil: Sim.

Ação: Ligada ao mundo dos mortos e bruxaria tradicional. Partes tóxicas. Usada para romper fronteiras entre a vida e a morte, trazer doença e decadência rápida.


Observação:

Este post tem o objetivo exclusivo de informar e trazer conhecimento histórico e prático sobre a feitiçaria. Não é um incentivo ao cultivo, consumo ou manuseio de espécies tóxicas.

Muitas dessas plantas são venenosas e representam risco real à saúde de humanos e animais. Se você tem pets ou crianças, o cuidado deve ser redobrado. O conhecimento é uma ferramenta, a responsabilidade é sua.


— Aeluriah

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